Incubus

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

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Não é a banda, mas sim a palavra latina para Pesadelo. Os romanos acreditavam existir um demónio chamado Incubo que, durante o sono das pessoas, vinha para as asfixiar.

Porque falo disto hoje?
Aqui há dias tive um pesadelo daqueles horríveis. Quando acordei e constatei que não passava disso mesmo, um pesadelo, senti-me impotente, pequenino, como uma criança assustada. E já não me sentia assustado assim há muito tempo.
Acordei completamente paranóico, e com o coração a saltar uma batida a cada três. Cheguei até a olhar para o relógio e ao ver que ainda eram duas da manhã, tal como uma criança com pesadelos, pensei: "porra ainda falta tanto para ser de dia".

Não me lembro do que estava a sonhar antes de acordar, mas sei que o meu subconsciente queria sair dali e, de um momento para o outro, vejo-me entre a sobriedade e o limbo, naquela paralisia dormente de quem tenta fugir de um pesadelo, tentando gritar, acudir por ajuda, espernear e levantar o tronco da cama, mas não consegue mais que gemidos quase mudos e a impotência de não conseguir controlar o corpo.
Odeio essa sensação de paralisia. Quando acordei quis pensar o que será de quem vive assim, consciente, mas preso num corpo que não lhe responde. Sinto-me mal só de reviver essa experiência, que decerto já todos sentiram. Foi como se me amordaçassem a boca e me segurassem os membros com uma força tremenda - arrisco-me a dizer que nunca tinha sentido isto de forma sinestésica e, decerto nunca me ficara tão gravado na mente.

Mas não foi isto o que mais me assustou e perturbou essa noite. Quando caí do limbo o meu subconsciente via uma sombra no meu quarto que se aproximava a correr da minha cama e me olhava fixamente - Os pelos todos do corpo eriçam-se e a luta pela libertação da minha boca e dos meus braços e pernas do que quer que fosse que, na minha mente, os restringia intensifica-se e por sorte ganho a batalha...
...Estico o braço para a mesa de cabeceira e acendo a luz. Num suspiro de alívio passei a mão na testa e estava todo suado. Foi uma noite mal dormida em véspera de exame.

Cepticismo...

domingo, 24 de Janeiro de 2010

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Não sou fã de tarôt e cartomâncias. Muito menos de determinismos e coisas como destino, e essas tretas. Sempre e, agora mais que nunca, fui um homem de ciência, de certezas quantificáveis, de experiências que possam ser vividas e sentidas.
Para mim aquilo que se vive e se sente durante a vida, a soma e o acumular de experiências significativas, são os pilares da construção da personalidade e do SELF de um indivíduo.
Talvez até algumas predisposições para determinados comportamentos ou sentimentos venham impressos na nossa colecção de genes (é uma área na qual adorava trabalhar. Genética do Comportamento- quem sabe um dia?).
Posto isto firme serei se disser que acho uma estupidez os signos zodiacais e essas coisas estranhas da numerologia.
Não obstante, quando uma amiga - na brincadeira espero - introduziu a minha data de nascimento num site qualquer que, supostamente fala da personalidade de um individuo a partir da D.N, surgiu, no meio de muita coisa o seguinte paragrafo:

"You tend to be quite sensitive, as you see the world with much feeling. The number 9's very deep understanding of life is sometimes manifested in the artistic and literary fields. If drama and acting is not your forte, it will surely be an area of great interest and potential. Likewise, you may be able to express your deep emotional feelings through painting, writing, music, or other art forms."

Dá que pensar? Quem me conhece sabe tão bem como eu que esse paragrafo não diz senão verdades... Mas está longe de deixar de ser um simples site com frases pré-programadas. Mas a coincidência!

Bow me down, I do before you.

sábado, 23 de Janeiro de 2010

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Bow me down, I do before you.
Oh I hold your crown,
while bathed by the moon,
My heart you hold,
the beating bleeding heart of mine.
Thine eyes seek me no longer,
Thine lips seek no longer mine to kiss,
But oh, how I still keep the bliss
Of the sweetness of those lips I miss.
Bow me down, I do before you,
As my weakling soul you subdue
Haunting my dreams unwillingly
Willingly no more shalt thou.

História da Farmácia foi...

domingo, 10 de Janeiro de 2010

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... como preencher um boletim do euromilhões. LINDO!

SARA, epidemiologia é p'ra meninos. Isso é canja.

by the way...

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

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... estou há mais de 48 horas sem ver a luz do Sol e outros seres humanos sem ser os que aparecem na tv...

História da Farmácia.

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Com Física Aplicada e Biologia Celular aprovadas, amanhã vou ao calvário crucificar-me com aquela que deve ser a cadeira mais ridícula para se chumbar... História da Farmácia e da Actividade Farmacêutica. Ámen sr. Pita

Parr-á-pluie.KOC

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

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Je te tiens, chaudement dans mes bras
é coute la pluie qui frappe sur les fenêtres
j'ai perdu la puissance de la solitude
l'invincibilité de l'homme sans coeur
maintenant j'ai peur

à cause de toi, je suis faible comme dans un rêve
de la douceur de mon avenir avec toi
je te tiens chaudement
c'est mieux, n'est-ce pas
et au dehors il fait froid
pourquoi tu pars

A Coimbra

segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

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Não é humano quem te habita
Sem te Viver com espontaneidade,
Sem te ver, a cada partida saudosista,
Querendo voltar um dia repleto de ansiedade.
Não é Homem quem te contempla,
Ó ilustre Coimbra, minha cidade,
Quem te contempla sem espanto,
Ó ilustre Coimbra, ilustre pr'á eterinidade.
As guitarras cantam por ti de pranto,
E em cada um dos teus estudantes,
Há um Fado e uma canção e um canto
Só teu, Coimbra, cidade dos amantes!
E há em cada mulher e cada homem,
Um Pedro e uma Inês de Castro
E um amor dos que só tu conheces
Cidade minha, das minhas preces.

sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

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Pára.
Pensa onde andaste.

Pára.
Pensa para onde vais.

Pára.
Pensa quem foste.

Pára.
Pensa em quem serás.

Estás longe?

Não Há Natal.

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

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Não há Natal...
Há fome e há mordaças,
Há ameaças e guerra
E mortos e gente sem terra
E há luto e desespero,
E mendigos no Restelo
Sem bacalhau ao exagero!
E há gente que luta com a doença,
Gente perdida sem crença,
Há até quem se esqueça
Da família em dia tal!
Há tudo de miséria neste mundo...
Há tudo, menos Natal.

Férias

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

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O Ipsis Verbis está de férias por motivos de desordem intelectual.
Voltará assim que se alinharem os carretos e as rodas dentadas que maquinavam a sua redacção.
Cumprimentos sem sal e sem pimenta; cumprimentos apenas de quem não tem mais nada para dizer.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

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Ó Coimbra dos meus passos,
Entranha-te no meu sangue
Que ferve entre as ruas e os paços
Da tua nobreza em mim exangue.
Entranha-te na minha vista,
Do Mondego nosso sobraço,
Que te vê magnífica na conquista
Dos corações de quem te vive num abraço.
Ó Coimbra das tricanas e das Fitas,
De poemas de amor um manancial,
Grava-te no meu peito que conquistas
Com o orgulho de estudar em Coimbra de Portugal.

Psicografia Fragmentada III

sábado, 24 de Outubro de 2009

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Sou um revoltado!
E na volta desta revolta, sou revoltado
Por tudo e mais alguma coisa e, no fim,
Sou por nada e coisa alguma revoltado.
Em sério vos digo que o sou.
Revoltam-me estas gentes inertes
E os sorrisos de papel que envergam,
Pestilentos de cinismo, que me eneveram
Com a força de um autêntico Hércules.
Revoltam-me estes jovens da actualidade
Que despejam a sua jovialidade na acefalia,
E na incapacidade da intelectualidade metafísica,
Perdidos no seio do seu meio supérfluo e fútil
De passividade e impertinência inútil.
Revoltam-me estes velhos de hoje
Que se revoltam contra tudo
E que por tudo nada fazem,
Esperando contudo, que nada fazendo
Tudo se resolva num milagre nada improvável.
Revoltam-me estes homens,
Revoltam-me estas mulheres,
Revoltam-me estas gentes inúteis.
Revoltam-me estes tempos que correm,
Que por correrem numa volúpia descordenada
Não são os meus, nem hoje nem nunca, por nada!
Nasci fora do meu tempo!
Não sou de Hoje.
Sou de dias que já findaram
E de amanhãs que ainda nem se sonharam.
Sei com toda a certeza, neste tempo que me foge
Que não sou daqui.

Psicografia Fragmentada II

sábado, 17 de Outubro de 2009

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Quando se instala em mim a lacuna
E a sensação de desordem psicológica
Na qual se esfumam, numa falácia trágica,
Os silogismos que se abrumam na Fortuna
Ingrata destes dias melancólicos e solitários,
Caio em mim e vejo, por entre as frestas
Da memória que me apagou o absinto,
Como sou rídiculo na solidão que ME encetas,
Tu próprio; EU na condição em que NOS minto.
E quando ouso olhar nos remendos do meu cérebro
Invade-me a vergonha dos subterfúgios
Que procuro em corpos e copos de estranhos-refúgios.
Não me lembro de muito
E o pouco que recordo
Espero, por muito, não lembrar.

Psicografia Fragmentada I

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

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Evaporam-se de mim os códices morais,
As metafísicas impressas que a ninguém interessam,
Os mandamentos, as leis e as regras sociais
E transtorno-me nas anarquias que se dispersam,
Se entranham e se estranham na minha excentricidade.
Há golpes de estado constantes e intermitentes
No que julgo ser de mim a consciência.
Há regicídios grotescos, imundos de impaciência
Que intoxicam o meu ego de dúvidas e questões triviais,
Comportamentos animais, instintivos e indecentes.
Haja por um segundo um "Haver" certo de alguma coisa
Que das miragens corro o risco de mim não Haver coisa nenhuma.